Shopping Center não aparece pela primeira vez como assunto de texto aqui. Até vou procurar, ao finalizar este texto, se o shopping está presente nas hashtags de meu histórico. Relembrando as aventuras e peripécias da última viagem realizada, mais uma vez um ponto 'seguro' para realizar refeições e compras foi um centro das compras.
Isso havia acontecido em excursões passadas durante minha graduação. Joinville, Curitiba e Rio de Janeiro nos destinos. Acredito que o de Criciúma tenha nascido a partir de uma rede de supermercados, que foi se moldando para ocupar as necessidades humanas modernas e urbanas. Academia, pet shop, fast foods nos cardápios aos sentidos.
Shopping tem a ver com padronização, conforto, comodidade e facilidade. O modus operandi sendo comum em todas essas cidades e em quase todas as cidades do mundo que contam com eles. A cultura ocidental suprimida, repetida, dividida como se estivesse em cápsulas para o consumo. Lojas semelhantes, restaurantes semelhantes, banheiros que lavam e secam suas mãos de forma automática e facilitam o acerto no lixo no arremesso final do papel higiênico.
Existe o lado duplo dos avanços tecnológicos. O incluir e facilitar e acomodar aos mais jovens pode se misturar ao excluir os mais velhos. Mas meus familiares mais antiquados e desacostumados conseguiram jantar com um pouco de compreensão dos atendentes. Aliás, consegui ser atendido de péssimo modo na noite seguinte, quando a atendente demonstrava insatisfação com seu trabalho, ou seria com os clientes? Espero que nada pessoal contra a minha pessoa.
Pois bem, eis outra contradição desses avanços tecnológicos. Atendentes podem ser mais pacientes e explicativos com públicos mais velhos, mas realmente esperam que todos os jovens, seja lá de que interior vieram, saibam manusear as tecnologias, os aplicativos, as ordens e regras. Qualquer comportamento anormal quanto a isso causa estranhamento. Se você tiver menos de 45 anos. Ou seja lá qual idade você queira delimitar para esse tópico, mas espero que tenha entendido.
O elogio que tenho ao centro das compras de Criciúma é mera coincidência, um erro, um equívoco, ou simplesmente um acerto em cheio aos meus gostos. Por ser grande demais ao público que se apresentou, preferi os atendimentos feitos nesse shopping. Estacionamento fácil, com várias vagas disponíveis, literalmente vagas. Sem congestionamento nas lojas ou na hora de pedir comida. Ou mesmo nas filas do supermercado. Ou, a mais elogiável, várias e várias e várias mesas vagas para aproveitar o lanche, o almoço, a refeição, enfim. Comer com apenas a música ambiente e quase nenhum burburinho, quase nenhum barulho de motor, de tão indecifráveis as conversas que se somam até me esgotarem a resistência. Foram refeições tranquilas.
Foi uma passagem por shopping muito menos dolorosa do que em outras oportunidades. Consegui visualizar e trocar palavras para as responsáveis pela limpeza das bandejas. Consegui trocar comunicação com uma vendedora atenciosa. Consegui ser atendido sem o sentimento de estar atrapalhando aos subsequentes da fila. E tudo isso, sobre shoppings, não é pouca coisa.
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