nossos breves encontros de um interior mais interiorizado. seria porque procedia tais momentos das profundezas do âmago de minha alma? talvez.
tal vez estávamos pelo interior do interior do estado. colinas, verdes campos, tons dos mais variados verdes pertencentes à mãe que atende pelo nome de natureza.
à estadia desses bem proveitosos momentos, soma-se uma partida de futebol em um estádio dos mais precários imagináveis. paredes altas atrás de uma da metas. paredes descascadas em tons pasteis que há muito imploravam reestruturação, recapagem, repintura. o gramado também não é exemplo. parece mais uma extensão selvagem da vegetação em volta. tudo precário demais. é um estádio no meio de um povoado, casas que se estendem pelos lados, elevações que permitem visualizar as ruas distantes, mas que engolem a visão da depressão na parte baixa das calles. sobe e desce para chegar a destinos por ali.
no jogo de futebol, placares pouco credíveis, mas pouco importava. até fazíamos questão, mas era tudo de um aspecto demasiado estranho para aplicar a veracidade.
mais tarde estávamos em casa. na casa onde deveríamos estar. nossa pacata, estimada e louvável privacidade. um pedaço de paraíso aos interiores. a exterioridade do momento agradando demasiadamente. a bonança em fartura. me conduziu quase que pelo braço, um dos gestos mais lindos imagináveis. ao menos, o abstrato da vontade quase palpável.
fomos aos fundos para o tempo nosso e de ninguém mais. construções de madeira, ponte levadiça. toras e troncos de madeira. árvores que agora só viviam para nos abrir caminho rumo ao pedaço de paraíso. um bom sacrifício, posso agora pensar. galinheiro ou construção para patos, marrecos e cisnes. aves de suas vidas pacatas. nós, aves de vidas reviradas, pássaros de bom e mau agouro, só em busca do agora e do tesouro maior. braços quentes e sorriso iluminador. olhos que, além da visão, usam o tato por tocar a alma. cores frias neles para aquecer minha existência. reflexos, saudosismo e perfeição.
ainda por essas bandas interioranas, alemãs, sabia eu, eram as origens e ruelas e arquiteturas especiais eram encontradas em área mais centrada do povoado. prédios de um classicismo e de um tamanho até surpreendentes pelas visões anteriores de se tratar de uma pequena emancipação de viventes. nas ruas extremamente estreitas, casas compostas com móveis tão antigos quanto suas fachadas. lustres, abajures, móveis de madeira, rusticidade e sofisticação lado a lado. turistas perambulando. pessoas agora já conhecidas de outros tempos. hóspedes dos mais diferentes infortúnios se pintassem no parágrafo anterior de privacidade zelada e cometida a dois. mas por esses labirintos de antiguidades, encerrei a passagem por esse mundo de sonhos ilustres. predicações essencialmente bem-vindas e perfeccionistas a meu gosto. literários pedaços de paraíso.
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