ela é a chama acesa como vela que me faz querer olhar novamente
pela janela da humanidade
como é bonita a colaboração da sintaxe
para que eu traga essas linhas e seus encaixes
para mover maxilares que libertam
as palavras em mim contidas para outros lugares
ela de modo sem jeito sobre as pedras
flechada ao peito do sujeito em révoa
perpétua em sua altivez
não tanto, não tanto, a se pensar
pela terceira vez
mas hemorrágica, isto é, de fato
de sus colores como um colibri
que dentro de mim colore-se abstrato
é a chama clara
chamariz que agarra
quem seria iara nessa fila
se tudo que ela claramente
destila é reflexo pousado
ousado sobre a pupila
e iara que vá se misturar
ela e outras cigarras
a cantar
porque aqui
ah
aqui jaz
27/03/2020
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