um turbilhão de pensamentos
nem dá tempo de passar ao papel
tem dias que nada me vem
em outros vou infinito ao céu
tem dias que ninguém me dá bola
e dias que vocês se combinam
exercício da paranoia
não saio desse labirinto
um turbilhão de momentos
que se atropelam e disputam o meu tempo
quero fugir desse conflito
ficar em paz como supremo sentimento
o trânsito não te permite
é o apetite nunca saciado
meu tempo livre quero meu levite
acima desse mundo tresloucado
um turbilhão de turbilhões
turbilhão é uma palavra feia
turbilhões turbinados
turbilhões estrangeiros na minha aldeia
que perturbam o meu sossego
e me fazem ir além
perturbam como medos
me fazem ser outro alguém
*escrita em 06 de novembro de 2019 - pós apresentação de Gustavo Kaly e Wander Wildner na TVE RS*
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